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Batatinha: o amigo cheio de personalidade

Quem acompanha a página do Sítio do Mato no Facebook já sabe que ganhamos uma nova moradora: a Amora. Ela é uma pônei superfofa que chegou ao Sítio no último mês. Para decidir o seu nome, contamos com a ajuda de todos na página e o escolhido foi Amora. No entanto, um detalhe chamou a atenção: quem é o cavalo que está ao lado da Amora nas fotos? Hoje, vamos apresentar o Batatinha!

O Batatinha chegou ao Sítio do Mato há muitos anos, já adulto. Desde então, ele é companheiro de todos por aqui e, agora, também é o amigo da Amora. De manhã cedo, o Batatinha tem um hábito bem peculiar para um cavalo: ele vai até a porta da casa, relinchando e balançando a cabeça em direção à cocheira, pedindo que alguém dê comida para ele. No caminho, ele vai relinchando e conversando, como se todos pudessem entendê-lo.

Apesar de gostar muito de conversar, o Batatinha não é muito chegado a ganhar carinho. Mesmo assim, ele adora uma boa companhia e está sempre por perto. Mas para conquistar mesmo o coração do Batatinha é muito fácil: basta dar uma maçã e ele será seu novo amigo.

Vem conhecer o Batatinha, estamos te esperando!

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por Inverno Studio
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Qual a diferença entre ovelha, carneiro, cordeiro?

Normalmente, nos referimos à ovelha quando falamos de todos os bichinhos da espécie. No entanto, as ovelhas são somente as fêmeas. Os machos são denominados carneiros e os filhotes da espécie são chamados de cordeiros. As ovelhas são animais mamíferos, quadrúpedes e herbívoros. Elas pertencem à família Bovidae e à ordem Artiodactyla, são ruminantes da subfamília Caprinae.

Ao redor do mundo, há, pelo menos, 1400 raças diferentes de ovelhas. Cada uma adapta-se muito bem às peculiaridades do lugar onde vive. Elas são vivíparas, ou seja, sua reprodução é sexuada e o embrião se desenvolve dentro do corpo da mãe em uma placenta. A gestação dura cerca de cinco meses. Normalmente, as ovelhas têm um filhote por vez, mas podem ter até três em uma mesma gestação.

A ovelha foi um dos primeiros animais a ser domesticado, cerca de 11 mil anos atrás, na região da Turquia e do Iraque. Elas têm uma função comercial muito importante pois o seu pelo é utilizado na fabricação de lãs. A tosquia, como é chamado o processo, ocorre principalmente no verão para que ela não passe frio no inverno.

Aqui no Sítio do Mato temos uma ovelha: a Bolinha. Ela é muito querida, mas é um pouco tímida e não gosta muito de posar para as fotos. Quer conhecê-la? Vem nos visitar!

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por Inverno Studio
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Dia dos Pais em todas as espécies

No reino animal, alguns pais são conhecidos por trataram seus filhotinhos com muito zelo e amor. Um dos pais mais participativos é o sagui. Ele ajuda no parto dos filhotes, mordendo o cordão umbilical. Após o nascimento, a mãe se distancia da família para descansar e o pai assume toda a responsabilidade, carregando os filhos nas costas.

Outro pai bem cuidadoso é o cavalo marinho. Para começar, diferente da maioria das espécies, os cavalos marinhos machos é que geram os filhos: as fêmeas depositam os ovos em uma bolsa do macho, que os fertiliza e incuba por cerca de 45 dias. Eles dão a luz a centenas de filhotes de uma vez só!

O pai ema merece ser lembrado nessa data especial. É o macho da espécie quem incuba os ovos da fêmea e os choca. A responsabilidade de construir o ninho e de cuidar dos filhotes até que eles possam sair sozinhos é do pai e isso não é pouco trabalho: nascem até 40 filhotes de uma vez só. Além disso, a ema é um animal polígamo, que tem várias famílias ao mesmo tempo. Mas, mesmo assim, é um pai muito presente e cuidadoso.

Ao contrário da ema, o pinguim é um animal monogâmico: tem uma família só a vida inteira. Ele é também um ótimo pai, já que, depois que a fêmea coloca os ovos ela retorna para o mar para se alimentar, podendo ficar até dois meses longe; enquanto isso, o macho é responsável por chocar os ovos para mantê-los bem aquecidos durante as baixas temperaturas do inverno.

Os leões também são bons pais. Apesar de dormirem quase 18 horas por dia, quando estão acordados estão de olho em seus filhotes. Isso porque sua visão é quatro vezes mais apurada que de um humano e sua audição também. Por isso, ele sempre está atento aos perigos que circundam seus filhos e os defendem com todas as forças. O peixe-lapa é um pai super-responsável: ele protege os ovos até que eles nasçam. Essa tarefa pode parecer simples, mas a fêmea coloca de 80 a 100 mil ovos que devem ser protegidos de todos os predadores. Para isso, muitas vezes o pai deixa de comer pois não pode se afastar do ninho.

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por Inverno Studio
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Trabalhar no verão, descansar no inverno

Você conhece a fábula da cigarra e da formiga? Durante uma tarde de verão muito quente, a cigarra cantarolava e tocava seu violão quando avistou uma formiguinha focada em seu trabalho diário. Ela convidou a formiga para cantar; a formiga disse que não podia, pois precisava guardar mantimentos para o inverno. Quando os dias frios chegaram, a cigarra não tinha mais disposição para cantar pois estava desabrigada. Então, foi pedir ajuda à formiga que disse: “Você deveria ter escutado meu conselho”.

Essa fábula retrata bem as formigas: elas trabalham muito e são bem organizadas. Os formigueiros são estruturas muito complexas: podem existir túneis de até 12 metros de profundidade e, em um único formigueiro, podem viver até 100.000 formigas. Por isso, elas se dividem em diferentes funções: obreira, soldada, operária e rainha. Cada uma tem sua obrigação dentro do sistema que funciona no formigueiro. A reprodução fica a cargo da rainha, que é maior e vive sempre dentro do formigueiro. Após acasalarem com rainha, os machos morrem porque já cumpriram a sua função dentro do sistema. As operárias são todas fêmeas e têm, entre suas funções, cuidar da rainha. A rainha pode viver até 14 anos, enquanto as operárias vivem em média 7 anos.

As formigas estão em todos os lugares do planeta, exceto nas zonas polares. A maior formiga do mundo é africana e mede 5cm. Aqui no Brasil, estima-se que existam 2000 espécies de formigas. Outra curiosidade é que, em virtude do seu tamanho e estrutura corporal, a formiga pode cair de qualquer altura sem se machucar e, ainda, consegue carregar 1000 vezes o peso do seu próprio corpo. As formigas se comunicam através de substâncias químicas: os feromônios. Quando encontram um alimento, elas deixam um rastro dessa substância até o formigueiro para que, assim, as outras formigas possam encontrar o caminho. Por este mesmo motivo, elas conseguem andar organizadas em filas e, quando se encontram, tocam as antenas como meio de comunicação.

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por Inverno Studio
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Cinco chás para aquecer o inverno

Aquecedor, roupas quentinhas, luvas e toucas: quando chega o inverno, logo pensamos em como nos aquecermos. Para espantar o frio, os chás são ótimos aliados. Mas, além de aquecer, os chás ainda trazem muitos benefícios para a saúde. Aqui no Sítio do Mato adoramos um bom chá, principalmente quando feito com ervas colhidas na nossa hortinha.

Os chás podem ser feitos com flores e frutas através da infusão. Basta colocar uma a duas colheres de chá da erva ou fruta escolhida – de acordo com a intensidade do sabor – para cada xícara de água. Deixe por 10 minutos, coe e sirva.

A hortelã é uma das ervas mais lembradas por aqui para fazer chá; ela nasce com facilidade, precisando de sol e solo fértil e podendo ser cultivada em vasos. O chá tem ação vermífuga e auxilia na redução de dores e cólicas. Com propriedades calmantes, o chá de camomila também é uma ótima opção para quem quer se manter aquecido. A camomila ainda alivia cólicas e náuseas e atua como descongestionante. Outra opção é o chá de erva-cidreira, também cultivada muito facilmente. A erva-cidreira melhora a qualidade de sono, alivia dores de cabeça e cólicas menstruais e abdominais.

O chá de gengibre é ótimo para o inverno. Além das propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, ele possui um elevado teor de vitamina C, o que auxilia a fortalecer o sistema imunológico e combater a temida gripe de inverno. Para fazer o chá de gengibre, basta adicionar a uma xícara de água, quatro rodelas da raiz. O gengibre também pode ser mesclado com outros ingredientes; uma ótima opção é o chá de limão com gengibre, que, além dos benefícios do gengibre, traz o poder energético e as propriedades desintoxicantes do limão. Em um litro e meio de água, adicione duas colheres de sopa de gengibre ralado e meio limão com casca.

Já escolheu o seu chá preferido para aquecer o inverno?

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por Inverno Studio

 

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É pato ou é marreco?

Muitas pessoas não sabem identificar as diferenças entre pato e marreco. Apesar de terem características distintas bem visíveis, a confusão entre as duas espécies é muito comum. Prova disso é que o pato mais famoso do mundo dos desenhos animados é um marreco. Isso mesmo: o Pato Donald é um marreco! O termo duck foi traduzido para o português como pato, que em inglês, na verdade, corresponde a muscovy duck. No Brasil, o personagem chegou por volta de 1940 e, desde então, ficou conhecido pelas crianças como sendo um pato. A espécie exata do animal da Disney é Marreco de Pequim.

A confusão entre as duas espécies pode ser justificada por eles pertencerem a mesma ordem: a dos anseriformes da família Anatidae. No entanto, há muitas diferenças entre os Cairina Moschata, nome científico dos patos, e os Anas Boschas, nome científico dos marrecos. Os primeiros, em geral, são maiores e mais gordinhos, enquanto os marrecos são mais esbeltos e menores. Originários da América do Sul, os patos não emitem sons altos, têm o corpo mais achatado e mantêm-se a maior parte do seu tempo em posição horizontal. Já os marrecos têm origem no hemisfério norte, possuem o corpo mais cilíndrico e são mais verticalizados, ficando com uma postura mais empinada. Uma característica bem fácil para diferenciá-los são os seus bicos; enquanto os patos têm bico mais pontudo e afinado, os marrecos possuem bico mais chato e largo.

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por Inverno Studio

 

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Resgatando brincadeiras e diversão

O inverno é muito bom para tomar chocolate quente, ficar embaixo das cobertas e assistir um bom filme. O lado ruim é que alguns dias são tão frios e chuvosos que não é possível brincar no pátio da escola ou de casa. Mas podemos aproveitar essa oportunidade para resgatar algumas brincadeiras muito divertidas que nem lembramos mais.

As Cinco Marias são muito antigas; com origem na Grécia, a brincadeira era um clássico na infância dos nossos avós. A diversão começa já na confecção: você pode procurar cinco pedrinhas de tamanho e peso aproximado ou fazer saquinhos de tecido, com medida de 4cm por 3cm aproximadamente, e recheá-los com arroz, ou feijão, ou farinha, ou areia. Depois de prontos os saquinhos, começa a brincadeira!

  • Jogue todos os saquinhos no chão e escolha um deles para pegar sem tocar nas outras marias.
  • Jogue para cima o saquinho escolhido e, enquanto ele está no ar, pegue outro sem encostar nos demais. Segure o saquinho na volta com a mesma mão sem que ele caia chão.
  • Na próxima rodada, jogue os dois saquinhos para cima e pegue mais um. Siga esta mesma lógica até pegar todas as cinco marias.
  • Na última etapa, jogue os cinco saquinhos no chão e pegue um sem tocar nos demais; com a outra mão, forme um túnel. Você deve passar os quatro saquinhos restantes através dele – um por vez – enquanto o saquinho escolhido estiver lançado ao ar.
  • Se, em algum momento, o jogador encostar em um saquinho indesejado ou deixar cair a maria no chão, passa a vez para o próximo participante. A brincadeira pode ser um desafio entre inúmeros amigos.

Outra brincadeira simples e divertida é o Pé de Lata. Para confeccionar, basta escolher duas latas bem resistentes de um mesmo produto e prendê-las com cordas ou barbantes, formando alças. Depois de pronto, suba nas latas e segure as alças com as mãos. Você pode passear pela casa, apostar corridas com seus amigos e deixar a imaginação fluir. A Caça ao Tesouro também pode ser uma opção muito legal para dias chuvosos. Basta esconder um objeto em algum lugar da casa e desafiar seus amigos a encontrar. Você pode dar pistas como está quente ou está frio. Vence quem encontrar o objeto primeiro.

A mímica é uma brincadeira clássica e que não precisa de nada além da imaginação para provocar boas risadas. As mímicas podem ser feitas sobre animais, cidades, comida e até nomes de filmes e de músicas. Divida seus amigos em dois grupos e inicie a diversão. O grupo que adivinhar mais mímicas é o vencedor. O Passa Anel também é uma brincadeira que precisa de poucos recursos: basta ter um anel e vários amigos. Uma pessoa irá colocar o anel entre as palmas das mãos e fechá-las. As outras pessoas da roda mantêm as mãos na mesma posição, e abrem somente quando quem está passando o anel chegar a sua frente. Quando o passador do anel mostrar as mãos vazias, deve escolher um participante para adivinhar com quem está o anel. Se ele acertar, torna-se o novo passador de anel e segue a brincadeira!

Existem várias brincadeiras superdivertidas que ficaram um pouco esquecidas. Então que tal aproveitar o friozinho para deixar a criatividade fluir?

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por Inverno Studio
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Quadrilha e bandeirinhas: as tradições de junho

Junho, além do dia dos namorados e da chegada do inverno, é lembrado pelas festas juninas. A tradição de comemorar esse período do ano começou na Idade Média, quando o mês era celebrado em virtude dos dias dos santos populares: Santo Antônio, no dia 13, São João, no dia 24, e São Pedro, no dia 29. A comemoração também estava vinculada à chegada do solstício de verão no hemisfério norte, já que era o período de colheita do milho e, portanto, de agradecer aos santos por isso.

As tradições juninas vieram para o Brasil com a elite portuguesa. Uma delas foi a dança de salão francesa formada por quatro pares: a quadrille. A dança veio para o Brasil e foi absorvida e mesclada com outras danças típicas daqui, sendo denominada quadrilha. As tradições das festas juninas foram incorporadas principalmente no nordeste do Brasil, onde perduram o mês todo e são visitadas por milhares de turistas que buscam danças e comidas típicas da região.

A festa junina também é lembrada pelo cardápio característico. Ele está associado com a origem da comemoração; como a celebração acontecia em razão da colheita do milho, muitas das comidas da festa tem como base o cereal: pamonhas, bolo de milho, curau, pipoca, milho cozido, canjica. No Brasil, outras delícias entraram para o cardápio, como rapadura, pé-de-moleque, cocada, rosca de polvilho. Aqui no Rio Grande do Sul, também adicionamos o pinhão. Mas o que realmente não falta no cardápio de uma festa junina é o quentão, que aquece as noites frias de junho.

A festa junina tem muitas brincadeiras clássicas e superdivertidas como o pau de sebo, o correio elegante, a pescaria, a corrida de saco, o casamento caipira, a cadeia e a corrida com o ovo na colher. Outra tradição junina fica por conta de decoração: bandeirinhas supercoloridas não podem faltar. Não se esqueça de pregar alguns retalhos na roupa, para ficar no clima da festança!

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Turismo: valorização em forma de carinho

No mês de junho, comemoramos o Dia do Turista. O turismo é uma das principais atividades econômicas do Brasil, já que o nosso país tem inúmeros pontos turísticos conhecidos internacionalmente como, por exemplo, o Corcovado, no Rio de Janeiro, o Pelourinho, na Bahia, e as praias paradisíacas de Fernando de Noronha, em Pernambuco. O turista tem um papel importante para as cidades. Além de movimentar a economia, a presença dele valoriza os lugares visitados e reconhece a importância do trabalho de quem lá está

No Rio Grande do Sul, temos uma das cidades mais turísticas do Brasil: Gramado é planejada para receber os visitantes que querem conhecer um pouco mais da Serra Gaúcha e curtir as temperaturas baixas do inverno. A cidade recebe cerca de 2,5 milhões de turistas ao longo do ano e é o destino mais procurado no estado.

Porto Alegre também é uma das cidades mais importantes na rota turística do Brasil. Por ser a capital do Rio Grande do Sul, é um destino procurado por muitos visitantes que querem conhecer um pouco da cultura gaúcha. A cidade é lembrada pelo seu belo pôr-do-sol no Guaíba, pelo Mercado Público e o Centro Histórico, pelo museu Iberê Camargo, pela Casa de Cultura Mário Quintana e pelo Parque da Redenção. A cidade inteira é linda e cheia de lugares especiais, mas nós somos encantados pela zona rural.

O turismo na zona rural de grandes cidades é muito importante. Quando conhecemos um pouco da zona rural da nossa cidade, compreendemos a importância desta para a economia local, já que nos aproximamos dos pequenos produtores e reestabelecemos os nossos laços com a natureza. Na zona rural porto-alegrense existem muitos lugares interessantes para se conhecer: vinícolas, cabanhas, lugares que produção produzem alimentos orgânicos e espaços para praticar arborismo.

Escolher a zona rural como destino turístico é reconhecer sua importância para o funcionamento da cidade, além de ser um grande incentivo para quem se dedica em preservá-la. Estamos te esperando!
 

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João-de-Barro

O pequeno construtor

O joão-de-barro é conhecido por ser um passarinho muito inteligente e trabalhador. Seu ninho parece uma casinha e tem até divisões internas dentro dele. O joão-de-barro constrói um ninho novo por ano, mas pode fazer mais de um ao mesmo tempo. Ele trabalha mais em períodos úmidos, em razão da disponibilidade de barro fresco para a construção do ninho.

Nativo da Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai, o joão-de barro é conhecido em cada região por um nome: amassa-barro, barreiro, forneiro, maria-de-barro, oleiro. Mas não é só o nome que muda de acordo com a região. Ao sul, ele tende a ter cores mais acinzentadas e é de menor porte; já ao norte, o joão-de-barro tem cores mais vivas, em tons avermelhados, além de ter uma maior estatura.

O furnarius rufus , nome científico do joão-de-barro, é encontrado em maior quantidade no sul da América do Sul. Em virtude disso, ele virou o a ave símbolo da Argentina em 1928. Por lá, ele é conhecido como honero.

O ninho do joão-de-barro é construído pelo casal de passarinhos. Os casais dessa espécie tendem a ficar juntos por toda a vida. Eles levam até 18 dias para construir o ninho que tem de 17 a 30cm e pode pesar até 12kg. Quando finalizam, a fêmea coloca de 3 a 4 ovos e protege seus filhotes dentro do ninho até que estes possam sair. O joão-de-barro prefere os galhos mais baixos de árvores e troncos secos para se aninhar; no entanto, na cidade, são comumente vistos em postes da rede elétrica.

Várias lendas cercam o joão-de-barro. Uma delas diz que, quando a fêmea é infiel, o macho tranca a saída do ninho até que a fêmea morra, mas isso não é comprovado. Outra história é a respeito da cidade de Sobradinho. A lenda diz que um viajante, quando passava pela cidade, encontrou um joão-de-barro construindo seu ninho. Este lhe falou que o construiria em forma de um Sobradinho, em razão das grandes casas de fazendas da região. Esse encontro do viajante com o joão-de-barro teria dado nome à cidade.

Aqui no Sítio do Mato, muitas vezes recebemos a visita desse ilustre passarinho, que constrói seu ninho com muito zelo nas nossas árvores e cercas.

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por Inverno Studio